Busca e Apreensão de Veículo

Busca e Apreensão de Veículo: Como proceder em 2026?

O mandado de busca e apreensão é um documento judicial que autoriza o banco ou a financeira a retomar o bem financiado, autorizado pelo Decreto-Lei nº 911/1969, por falta de pagamento.

Em regra, o credor solicita quando há atraso mesmo que seja exista apenas uma parcela em aberto, a depender das condições previstas no contrato.

Quando o consumidor se depara com a inadimplência, ele precisa saber como agir para recuperar o bem.

Fui surpreendido com o mandado: o que fazer?

Para recuperar um bem apreendido pela busca e apreensão de veículo, ele deve quitar a dívida pendente (parcelas vencidas e vincendas) no prazo de 5 dias após a execução da liminar.

Porém, é possível adiar isso e ganhar mais tempo para conseguir mais fôlego para quitar as parcelas do financiamento.

A verdade é que quando a pessoa já está nessa situação, a saída é a intermediação do advogado, que vai entrar com uma contestação judicial de até 15 dias, analisando também possíveis abusividades contratuais ou falhas na notificação que possam anular a apreensão, e ainda reverter o processo.

Reverter um processo de busca e apreensão pode ser possível quando existem falhas ou abusos na cobrança. A estratégia envolve atacar pontos específicos do processo.

Se for comprovado em juízo, o juiz pode determinar a anulação da busca e apreensão, a devolução do veículo e até a revisão da dívida, ajustando valores cobrados de forma indevida.

Quais erros podem anular a apreensão do veículo?

A apreensão de um veículo pode ser questionada quando há falhas no processo ou irregularidades na cobrança. No entanto, esses erros nem sempre são evidentes e exigem análise para serem identificados corretamente, porque uma avaliação imprecisa pode comprometer as chances de reverter a situação.

Entre os principais erros que podem anular a apreensão, são:

  • Falta de notificação prévia válida ao devedor;
  • Ausência de comprovação da mora (inadimplência formal);
  • Cobrança de juros abusivos ou encargos indevidos;
  • Cláusulas contratuais desproporcionais ou ilegais;
  • Divergência entre os valores cobrados e o contrato;
  • Falhas na documentação apresentada pelo banco;
  • Irregularidades na condução do processo judicial.

Sem o conhecimento necessário, não tem como reconhecer falhas técnicas ou de apresentar uma defesa que produza o efeito esperado, tornando a atuação favorável ao devedor.

E se o carro já tiver sido apreendido?

Mesmo que já tenham recolhido o veículo, ainda existem saídas. É possível pedir a devolução do bem ao devedor mediante depósito em juízo ou renegociação com a financeira. Quanto mais rápido o cliente agir, maiores são as chances de reverter a situação com sucesso.

Veja mais em nosso blog:

Por que contar com um advogado é essencial?

A legislação sobre financiamentos é complexa e, por isso, as instituições bancárias contam com equipes jurídicas fortes.

Além disso, a legislação é clara quanto ao não cumprimento do pagamento das parcelas de um financiamento, portanto, isso reforça o apoio de um advogado para recuperar o veículo e encontar brechas no contrato.

Verifique se o seu contrato possui brechas favoráveis para o caso.