Direito Bancário

Direito Bancário 2026: Novas regras sobre juros bancários, defesa, penhora e execução

O ano de 2026 começou sacudindo o Direito Bancário. Com a afetação do Tema 1.378 pelo STJ, milhares de processos que discutem juros abusivos entraram em compasso de espera, aguardando uma decisão que poderá mudar as regras do jogo sobre como a abusividade deve ser comprovada.

Para empresas e consumidores endividados este é o momento de revisar contratos, fortalecer execuções bancárias e proteger o patrimônio antes que medidas como penhoras avancem.

Veja neste artigo como problemas que antes pareciam impossíveis de se resolverem, o advogado do Direito Bancário atua na defesa baseadas nas decisões do STJ em favor dos consumidores gerais.

O Fim da “Tabela do Bacen”: Como revisar juros bancários em 2026?

Durante anos, bastava apontar que o contrato estava acima da taxa média do Banco Central para pedir a revisão de uma dívida.

Em 2026, isso acabou. O STJ pacificou o entendimento de que a abusividade exige a comprovação do risco real da operação e do custo de captação do banco.

Para o consumidor ou empresário, isso significa que a ação revisional de contrato bancário agora exige uma atuação muito mais técnica.

É necessário apresentar laudos jurídicos e contábeis que provem que o banco aplicou taxas desproporcionais ao risco do cliente.

Sem essa estratégia especializada, o processo será rejeitado pelo juiz.

Botão Centralizado e Modal BACEN

Tenho uma dívida de execução: e agora?

Se você responde a um processo de execução há anos e o banco nunca encontrou bens no seu nome, preste muita atenção:

Devido às regras do Código de Processo Civil, o prazo de prescrição intercorrente corre de forma implacável a partir da primeira tentativa frustrada de penhora.

Como o prazo para a cobrança de títulos como a Cédula de Crédito Bancário (CCB) é de apenas 3 anos, milhares de processos de execução estão perdendo a validade jurídica em 2026. Se o banco deixou de cobrar a dívida, a mesma deixa de existir. Contudo, essa extinção não é automática. O devedor precisa ingressar no processo com uma Exceção de Pré-Executividade ou Embargos à Execução para exigir que o juiz baixe a cobrança e libere o seu nome. E estamos falando de valores altos…

Penhora de bens e execução extrajudicial

Comparativo: Execução Bancária e Penhora de Bens

Critério de AnáliseComo era Antes (Via Judicial Antiga)Como é Agora em 2026 (Marco Legal das Garantias)
Retomada de BensO banco precisava de uma autorização do juiz [14.711].O processo é extrajudicial, feito direto no Cartório [14.711].
Apreensão de VeículosDemorava meses aguardando mandado judicial.Inclusão rápida de restrição via sistema e busca direta [14.711].
Leilão de ImóveisProcesso lento que permitia várias contestações.Execução rápida pelo Cartório de Registro de Imóveis [14.711].
Bloqueio de ContasVarredura única no saldo do dia (antigo Bacenjud).Varredura contínua em todas as contas até quitar a dívida.
Tempo para DefesaPrazos longos após a citação oficial do réu.Apenas 5 dias para alegar impenhorabilidade após o bloqueio.
Custas ProcessuaisAltas taxas judiciais para o banco iniciar a ação.Custas de cartório reduzidas, acelerando as cobranças.

O Marco Legal das Garantias (Lei 14.711) mudou as regras de retomada de bens em 2026.

Por exemplo, se você atrasar as parcelas do financiamento imobiliário ou do carro, o banco não precisa mais abrir um processo demorado na Justiça.

Um processo demorado na Justiça é aquele em que o banco precisa primeiro ingressar com uma ação judicial, provar a existência da dívida, aguardar a defesa do devedor e somente depois buscar a cobrança ou penhora de bens.

Esse procedimento pode levar meses ou até anos, dependendo da complexidade do caso e dos recursos apresentados pelas partes.

As novas formas de cobrança tornaram a recuperação de dívidas mais rápida para os bancos, o que exige atenção redobrada de consumidores e empresas. Isso não elimina o direito de defesa do devedor.

Um advogado bancário pode identificar juros abusivos, cobranças indevidas, cláusulas ilegais e excessos em execuções bancárias.

Como um advogado bancário pode ajudar empresas endividadas?
O advogado bancário analisa contratos, identifica juros abusivos, tarifas indevidas e possíveis irregularidades. Também atua em negociações, revisões contratuais e defesas contra cobranças judiciais.
O banco pode penhorar qualquer bem da empresa?
Não. A penhora deve respeitar regras legais e princípios de proporcionalidade. Dependendo do caso, determinados bens podem ser protegidos ou a penhora pode ser contestada judicialmente.
O que é uma execução bancária?
É o processo utilizado pelo banco para cobrar judicialmente uma dívida baseada em um título executivo, como uma Cédula de Crédito Bancário (CCB), permitindo medidas mais rápidas de cobrança e penhora.
É possível reduzir uma dívida bancária na Justiça?
Sim. Quando existem juros abusivos, encargos indevidos ou cobranças irregulares, a revisão contratual pode resultar na redução do saldo devedor e na correção dos valores cobrados.
Os sócios podem ser responsabilizados por dívidas da empresa?
Em regra, a dívida pertence à pessoa jurídica. Porém, em situações específicas previstas em lei, pode ocorrer a desconsideração da personalidade jurídica e o patrimônio dos sócios ser atingido.
O que fazer ao receber uma notificação de penhora?
A recomendação é procurar orientação jurídica imediatamente. Existem prazos processuais importantes e, dependendo do caso, a penhora pode ser reduzida, substituída ou até cancelada.
Como funciona a dissolução parcial de sociedade?
A dissolução parcial permite a saída de um ou mais sócios sem encerrar a empresa. O procedimento envolve a apuração de haveres e a definição dos valores que serão pagos ao sócio retirante.

Também é possível buscar a redução da dívida, contestar penhoras e negociar condições mais favoráveis. Em situações de alto endividamento, agir rapidamente pode ser decisivo para a proteção do patrimônio e da atividade empresarial.

Enfrentar o departamento jurídico de um banco sem uma defesa à altura é um erro. Princiaplemente se o patrimônio está ameaçado por juros abusivos, ameaça de leilão ou bloqueios judiciais, o Grossi & Bessa Advogados conta com um corpo de especialistas pronto para assumir o caso.

Analisamos o seu contrato de forma minuciosa, identificamos nulidades processuais e buscamos a extinção de dívidas antigas pela prescrição.